| Protético:
uma profissão em alta O
mercado necessita de bons profissionais
nessa área, que lida com a saúde bucal
e a vaidade das pessoas. Mas para ter
sucesso no setor é preciso talento,
dedicação e disposição para
acompanhar os avanços tecnológicos
CÁSSIA
CAROLINDA
Os consultórios dentários estão
sempre cheios de clientes que querem
fazer correções em dentes tortos e
estragados ou precisam de próteses para
substituir os dentes perdidos para voltar
a sorrir à vontade. Quase ninguém
lembra, no entanto, que trabalhando nos
bastidores existe a figura do protético
que confecciona o aparelho ortodôntico,
a dentadura, prótese completa móvel, a
prótese parcial, fixa ou móvel, apoiada
em dentes laterais ou em pinos
implantados. Esse é um mercado em
expansão, que lida com a vaidade e a
manutenção do bem-estar das pessoas.
Para exercer a profissão de técnico
em prótese dentária é necessário ter
habilidade manual, já que cada uma das
peças encomendadas é única e precisa
ser confeccionada com arte, analisa o
presidente da Associação dos
Protéticos Dentários do Estado de São
Paulo, Roberto Seiei Quiyan, que além de
técnico é também proprietário de
laboratório. Ele explica que o mercado
tem carência de bons profissionais nessa
área e a formação em curso técnico
já é um bom começo, embora o
aperfeiçoamento só venha depois,
começando com estágios e muita
dedicação. É uma profissão que
exige muita atenção.
Siro Kiatake, técnico em prótese
dentária e dono do Laboratório de
Prótese Siro Ltda., está há 45 anos
nesse mercado, e fala com entusiasmo da
profissão bonita e
respeitada. Ele emprega atualmente
dois estagiários, mas muitos outros já
passaram por lá. O curso é
necessário, mas o que vale é a
prática. Kiatake acrescenta que em
seis meses de estágio dá para melhorar
bem a habilidade e produtividade, mas o
profissional deve se preparar para fazer
muitos cursos de aperfeiçoamento.
O técnico em prótese dentária pode
trabalhar prestando serviços em
laboratórios especializados na área ou
como autônomo. Também pode atuar como
consultor técnico comercial. Existem
muitas escolas que oferecem os cursos
profissionalizantes e algumas estão com
as inscrições abertas (veja quadro). O
pré-requisito para fazer a matrícula é
ter concluído ou estar cursando o
último ano do ensino médio.
Uma profissão que exige talento
Riberto Tavares, diretor da Escola
Paulista de Prótese, avalia que esse é
um mercado que está crescendo já que
existe cada vez mais pessoas preocupadas
em cuidar dos dentes. Mas é preciso ter
talento para desempenhar a função. É
por isso que a escola aplica ao candidato
um teste de coordenação motora
(semelhante ao psicotécnico), explica. O
candidato pode assistir a uma aula de
apresentação gratuita, antes de fazer a
matrícula.
Segundo Munenobu Oshiro,
docente-coordenador do Curso Técnico em
Prótese Dentária, do Senac-SP, o
profissional precisa ter habilidade
motora e capacidade para desenvolver um
trabalho artístico e personalizado.
Além disso, diz, é necessário
complementar o aprendizado com cursos e
leitura de motivação para melhorar a
auto-estima e o equilíbrio emocional
para desempenhar a função sem estresse.
O profissional equilibrado e motivado tem
lugar garantido no mercado.
Oshiro acrescenta que normalmente os
ganhos desses profissionais não são
fixos, mas dependem da qualidade e
produtividade. A remuneração mensal, de
acordo com Oshiro, pode variar de R$
600,00 a R$ 7 mil, dependendo da
capacidade de cada um.
Escolas indicam para estágio
As escolas costumam indicar alunos
para estagiar nos laboratórios. É lá
que eles começam efetivamente a
desempenhar as funções e aperfeiçoar
suas habilidades. Os que têm vocação
empresarial acabam montando o próprio
negócio.
Segunda-feira, 30 janeiro de 2006
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